quinta-feira, outubro 08, 2015

O fim é um novo recomeço...


 
 "...A nossa vida é feita de ciclos, e eles precisam fechar para que outro se abra... E podem ter certeza o próximo ciclo sempre é o melhor!..."



Sabe quando encontramos alguém e chegamos a acreditar que é para sempre? Que sim, ele é o cara. O homem da sua vida?
Pois é, acredito que isso já tenha acontecido com muitas mulheres. Umas de fato encontraram o grande amor de uma vida toda. Outras podem ainda estar vivendo o para sempre e de repente amanhã ou depois, isso acabe, como foi o meu caso...
Não quero generalizar... O que falo a seguir é o que comigo ocorreu e o que aprendi com tudo isso.
Sim! Aprendi muito! Hoje percebo e aceito que era assim que tinha que ser... Que sim, eu precisava aprender muitas coisas e me curar de outras tantas e foi dessa forma que o universo escolheu para me mostrar...
Temos a mania de achar que tudo que supostamente de errado acontece é uma forma de punição, ou que de fato não somos merecedoras de determinadas coisas... Então quando algo não sai como planejamos, principalmente no âmbito amoroso, nos achamos a pior das criaturas, e nos culpamos pela situação toda.
Mas deveríamos ao invés de nos lamentarmos, olhar o outro lado do fato, o lado bom... Não ver como punição algo que na verdade é uma lição... O que devemos aprender com isso? O que precisamos curar?
A nossa vida é feita de ciclos, e eles precisam fechar para que outro se abra... E podem ter certeza o próximo ciclo sempre é o melhor! Até mesmo nossas dificuldades se tornam melhores, pois elas vêm cada vez mais carregadas de ensinamentos e resultados que nos dão mais força e mais clareza da vida... Não é a toa que ao passo que vamos ficando mais velhos, saímos da ilusão e nos frustramos menos, afinal de contas não tem algo mais frustrante que a ilusão...
A vida muitas vezes coloca pessoas em nosso caminho, apenas como ferramenta para ensinamentos... O término de um relacionamento pode vir para ensinar que não dependemos de ninguém para sermos felizes... Que amar o outro, é em primeiro lugar amar a si mesmo... Que apego não é amor e que muitas vezes não amamos de fato quem está ao nosso lado, apenas temos apego, ou pior ainda, sentimento de posse...
Namoros, noivados, casamentos... terminam todos os dias, e sabe porque? Pelo simples fato que tinham que terminar... Seja por erro de um ou de ambos, foi algo necessário. Havia algo a aprender, algo a curar... simplesmente isso! E não há nada de errado...
Também não há nada de errado em sofrer com o fim. O que não pode acontecer é viver um luto eterno e nada aprender, melhorar, curar...
Lembre-se sempre, o fim é um novo recomeço!


Bibiana Zaparolli

quarta-feira, setembro 09, 2015

Perdemos vida procurando a resposta dela mesmo...



"Ser calma é sentir a calmaria do teu próprio ser e acreditar que nada nem ninguém pode te tirar a tua paz..."


Eu que achei que era calma...
Eu que achei que era boa...
Eu que achei que o “feliz para sempre” existia...
Eu que achei que a culpa sempre era dos outros...
Eu que achei que a culpa sempre era minha...
Eu que achei que minha felicidade estava na mão do outro...
Eu que sempre achei tanta coisa...
Hoje enxergo que calma não é dizer amém para tudo e nunca ter boca para nada... Ser calma é sentir a calmaria do teu próprio ser e acreditar que nada nem ninguém pode te tirar a tua paz...
Vejo também que ser boazinha, não é dizer sempre sim, e fazer o que agrada aos outros... A bondade consiste em ser boa em primeiro lugar a ti mesmo... Atender as tuas próprias vontades... é dizer não quando essa for a sua vontade e dizer sim quando realmente for de coração...
E foram felizes para sempre... Essa é a maior ilusão que as estorinhas infantis contam e acabam nos condicionando a uma vida de espera por um final feliz, e assim deixamos de ser feliz hoje...
Culpar os outros pelos nossos fracassos é mais fácil do que assumirmos a nossa responsabilidade nos resultados por nós obtidos... Jamais podemos esquecer que a responsabilidade é nossa!
E quanto aos resultados dos outros? A responsabilidade é única e exclusivamente deles! A culpa não é sua se algo deu errado na vida de outra pessoa, mesmo que esta seja da sua família...
A minha felicidade é minha, eu que sinto, eu que vivo ela, então por que a gente procura ela nas outras pessoas. Por que a gente responsabiliza os outros por ela?

Enfim, perdemos muito tempo tentando achar tudo, queremos achar as respostas para tudo e perdemos o mais importante, o hoje. Perdemos vida procurando a resposta dela mesmo. 

Bibiana Zaparolli

segunda-feira, maio 04, 2015

Permita-se ser e sentir!


   Há cerca de um ano estou no caminho do sentir. No início tudo vem acompanhado de muitas dúvidas, bem na verdade elas já estavam comigo e aumentaram no começo do processo. E como tudo que é novo, gera muito, mas muito medo mesmo. Não poderia ser diferente, afinal você é obrigado a sair do fluxo normal, ao qual estamos expostos e nos é imposto há milênios. 
   Continuar na ilusão é viver angústias e frustrações diariamente até o último dia desta vida. É perder a oportunidade de se permitir ser o que se é. É se permitir cumprir aquilo a que veio.
   A busca, o aprendizado, são eternos, mas a verdadeira busca, o verdadeiro conhecimento só vem com o despertar. Quem está na ilusão se mantem adormecido e no fim irá vagar pela eternidade sem cumprir, sem ser, sem sentir e passará repetindo padrões.
   O caminho do sentir, o caminho do despertar não é fácil, não é brincadeira, é dolorido, é forte, mas transforma, liberta e dá muita força. Sentir, despertar traz o sentido do todo, clareia o que somos, para que viemos e para onde vamos.
   Se todos buscam, pobres e ricos, jovens e idosos, brancos, pretos, amarelos e vermelhos, porque muitos morrem nessa busca e nunca encontram as respostas? Ou pior, porque muitos morrem em vida? Simples... Muitos ainda buscam no superficial, no externo, no mundo, uma vez que não querem pagar o preço pela verdadeira busca.
   O caminho real está em nós mesmos, não nas coisas materiais ou em coisas vazias como o poder, a fama, o prestígio ou afins. Tudo aquilo que o mundo nos proporciona são apenas ferramentas para que possamos cumprir nossa verdadeira missão. Porém muitos se deixam levar e acreditam que a missão seja essa, ter, possuir essas coisas e nada mais.
   As pessoas querem apenas ter, ter riqueza, ter amor, ter paz, ter prosperidade, ter harmonia... Esse ter cega o ser, o sentir. Muitos têm a falsa ilusão que tem muitas dessas coisas, mas não sabem eles, que ser e sentir todas elas é o que realmente interessa.
   No final e para sempre você só é, você só sentirá e nunca terá nada. Permita-se ser e sentir!

domingo, março 15, 2015

Apego... a maior das prisões humanas

   

   O apego é uma das maiores prisões humanas. Muitas vezes acreditamos que precisamos de determinadas coisas ou pessoas para sermos completos e enfim felizes. Mero engano!
Não que não precisamos de nada nem ninguém para atingir a felicidade, porém não podemos ficar reféns disso. 
   Na vida tudo tem um tempo de duração, cada coisa, cada pessoa está no lugar certo, na hora certa e com uma função ou missão a cumprir... Nós mesmos viemos cumprir a nossa e uma dia ela finda. 
   A felicidade é baseada no amor próprio, no desapego, que nos torna completos sendo apenas um único ser, sendo simplesmente a gente. Coisas e pessoas só vem para somar em nossas vidas e não para completar. 
Se não tivermos esse entendimento continuaremos colocando nossa felicidade em mãos alheias, ou de coisas como dinheiro, poder e outras tantas. 
   O ser humano não sabe a força que tem, o poder de transformação que tem. Podemos sim sermos plenos, completos e conseguir tudo aquilo que queremos, basta fazer as pazes com o seu ser interior, amar este ser, esse sim é o maior e mais verdadeiro amor. Só assim não seremos mais reféns do apego e da frustração que a ilusão de posse de coisas e pessoas nos traz. 
A única coisa que possuímos é a nós mesmos!

segunda-feira, março 09, 2015

Falta pouco...


"O maior erro que cometemos é querer agradar todo mundo, queremos ser perfeitos, principalmente nós "meninas"... Moldamos nossas atitudes para que sejamos perfeitinhas, verdadeiras princesas..."

Faltam poucos dias, mais exatamente 22...  E de repente 30!

Pra muitos, apenas mais um ano de vida... Mas pra mim não. Sei lá, sempre me perguntei como eu estaria com 30 anos, como seria ser adulta, uma trintona... hehehe... E aqui estou eu, logo ali os 30 batendo na porta.

Bom quanto aos questionamentos, sou sincera em dizer que em relação a alguns me sinto frustada, quanto a outros acho que superei as expectativas... Só que agora no lugar das perguntas, entram alguns arrependimentos de coisas que deixei de fazer, e isso é uma das causas de algumas frustrações dos 29 quase 30... quanta coisa que poderia ter vivido e por puro medo foi deixada de lado.

Sei que é clichê, mas se eu pudesse voltar no tempo, deixaria o medo de lado, não digo que faria tudo diferente, mas teria feito tudo com mais coragem. Teria ouvido mais meu coração do que apenas a razão e o pior de tudo os outros. 

Hoje eu percebo que o maior erro que cometemos é querer agradar todo mundo, queremos ser perfeitos, principalmente nós "meninas"... Moldamos nossas atitudes para que sejamos perfeitinhas, verdadeiras princesas, e é pra isso que os filmes da Disney existem... Sim, queremos viver um conto de fadas, nos sentimos as verdadeiras Cinderelas, Belas Adormecidas e outras tantas princesas, e ai nasce a maior das ilusões...  E acabamos nos frustando, porque a realidade não é feita de príncipes encantados, de vilões que se dão mal e de "felizes para sempre".

Se eu pudesse voltar no tempo queria ter sido mais inteira, mais autêntica, menos preocupada com a opinião alheia, desencanada de padrões que nos são impostos. Ahhh se o tempo voltasse, queria ser eu novamente, mas com a cabeça de hoje (mais um clichê, mas não deixa de ser verdadeiro). 
Talvez isso seja a tal maturidade... 

A partir de agora quero construir castelos mais sólidos baseados unicamente em mim. Castelos que tenham uma rainha e não uma princesa a espera de um príncipe encantado que irá salvá-la... Quero construir uma história baseada em realidade no presente com todos os seus obstáculos, e não em contos de fadas, que pregam o "felizes para sempre". Quero ter força e energia suficientes para fazer o meu hoje melhor, para aproveitar cada minuto de minha existência e viver intensamente tudo aquilo que meu ser quiser!

E que venha os 30! 
Seja bem vindo!

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

De volta...


   Bom, depois de tanto tempo, mais exatamente dois anos e oito meses sem postar nada aqui, eu voltei... Isso mesmo, e voltei para ficar!
   
   Seguirei postando meus textos, mas além disso, irei compartilhar demais conteúdos com vocês. Escreverei sobre um pouco de tudo, livros, filmes, TV, trabalhos manuais, gastronomia, moda, estilo de vida, terapias alternativas, enfim um monte de coisas.

   Com o passar do tempo, acabamos deixando algumas atividades de lado, e acabamos engolidos pela rotina, foi o que aconteceu comigo em relação ao Blog. Não foram uma, nem duas vezes que peguei um papel e uma caneta e escrevi algo e depois este papel acabava sumindo e minhas ideias perdidas, tanta coisa que poderia ter compartilhado, mas já foi, não vou chorar aqui o texto extraviado...


   Portanto está aqui registrada a minha volta ao mundo dos Blogs! E lá vamos nós mais uma vez... 


OBS: Se esta fosse uma postagem para o Facebook, colocaria: Se sentindo determinada. Se fosse no twitter ou no Instagram, minhas hashtags seriam: #tovoltandopraficar #blogueiradenovo #blogdabibiana 





quinta-feira, dezembro 06, 2012

Deixa secar

"... deixa quieto, guardadinho lá no fundo, uma hora passa... Deixa secar..."

            Por incrível que pareça, as pessoas que mais amamos são as que mais nos magoam... Não poderia ser diferente, afinal nos magoamos com algumas atitudes vindas dessas pessoas justamente porque as amamos, caso contrário nem daríamos bola.
            E infelizmente isso é inevitável, uma vez que nós seres humanos somos imperfeitos e por isso não estamos livres de errar e por consequência magoar os outros. O fato não é julgar se é certo ou errado magoar as pessoas que amamos. Para mim o ponto crucial de tal situação é a forma com que a gente lida com isso. Confesso que sempre achei que o melhor caminho fosse o diálogo, mas tenho aprendido que nem sempre essa é a melhor opção, principalmente em casos recorrentes.
            As vezes é melhor resolver a questão internamente, mesmo que seja mais dolorido, pelo menos pra mim, pois sempre pensei que ao compartilhar meu sentimento me sentiria melhor. Mas chega um ponto que de tanto você querer expressar a tua dor perante algumas situações, acabamos passando a imagem de chatos, dramáticos, neuróticos... e sinceramente isso não é legal, e por fim aquilo que te serviria para aliviar, torna-se uma bola de neve, afinal de contas o outro nunca vai entender o que te fez sentir, portanto isso é algo que deve ficar lá no fundinho guardado.... Se o outro achar que errou, que pisou na bola com você e vier te pedir desculpas e demonstrar que faria de tudo para reverter a situação beleza, caso contrário quem é você para dizer que esta pessoa está errada... deixa quieto, guardadinho lá no fundo, uma hora passa... Deixa secar como ensina uma certa história:

            “Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Julia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.
Mariana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manhã. Julia, então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.
Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme pôr aquele brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.
Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: Esta vendo, mamãe, o que a Julia fez comigo?
Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão. Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Julia pedir explicações. Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou:
- Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa?
Ao chegar a sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou.
Você lembra do que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. Pois e, minha filha! Com a raiva e a mesma coisa.
Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo. Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão.
Logo depois alguém tocou a campainha. Era Julia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
- Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente?
Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Ai ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.
Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim.
Não foi minha culpa.
Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou. E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar história do vestido novo que havia sujado de barro.”