segunda-feira, julho 09, 2007

* Gastrite*

Para não começar de forma enigmática ou de forma comum, esclareço antes que estou sem a inspiração suficiente para começar esse texto de forma espetacular. Pretendo conseguir pelo menos expor meus sentimentos nessas palavras que aqui escrevo. Porém não é minha intenção ser entendida. Não faço questão! Quero apenas exercitar a arte da expressão através de palavras e dessa forma aproveito e faço um desabafo silencioso e solitário, eu e minhas palavras. Nesse momento somos apenas nós, letras, palavras, frases, verbos, pontuações, meu pensamento, meu contexto.
Minha idéia não precisa ser aceita por ninguém, meu pensamento não precisa ser conhecido pelos outros, minha vida não precisa andar de acordo com as normas e nem tão pouco eu necessito da aprovação dos demais. Pra dizer a verdade eu nem aceito mediocridade da sociedade. Sou individual, porém sei me relacionar com as pessoas, mas tento na medida do possível não ser mais uma criatura perdida no redemoinho de imposições da vida cotidiana/moderna.
Em um mundo tão complicado, tão problemático e ao mesmo tempo tão aparente os seres humanos vivem de necessidades tão vazias, desprovidas de valores e de bases sólidas. Tudo é tão instantâneo, tão banal. Extintos famintos. Cada qual na busca de seus próprios interesses, só de seus interesses. Egoístas! Trágico, mas real, infelizmente realidade.
Bocas abertas, bocas que falam palavras vazias, palavras ao vento. Bocas que mentem e que ferem. Bocas que salivam veneno e que exalam a estupidez humana. Bocas malditas!
Olhos que olham o superficial e que invejam o alheio. Olhos que enganam e que olham o que não devem. Olhos perplexos, olhares perdidos. Cegueira!
Aff... são bocas, olhos, ouvidos, mãos, pés, cabeça... enfim pessoas humanas que mal utilizam suas ferramentas. Na verdade nem conhecem elas. Aparência perfeita! Bases podres! Por fora laços e fitas, por dentro... nem te conto...
Será que estamos condenados a sobreviver em um mundo sem solução. Em um mundo imundo! Em mundo aparente e frágil. Estamos condenados a conviver com a falta de respeito dos políticos com a sociedade, de filhos com os pais e até mesmo de pais com filhos... maridos com mulheres e mulheres com maridos? Namorados, amigos, professores e alunos, alunos com professores? Enfim o ser humano falta com respeito com ele mesmo, quando assume a carapuça social atualmente imposta.
Antes de tudo quero deixar bem claro, que, o que digo não é algo generalista. Mas é algo que se pode afirmar que afeta a grande maioria da humanidade. Afinal vivemos um contexto de guerras, violência e desequilíbrios ambientais. Há de se convir que a minoria não seria responsável por tudo isso, não é? Acredito que as minorias são aquelas que tem buscado um mundo melhor, no resto todos estão conciliados nesse mundo tão perdido. Um mundo afastado do divino e cada vez mais próximo das vontades e desejos de homens famintos de poder e desumanidade.
Por aqui encerro, não minha opinião, mas sim a vontade de continuar a pensar nesse absurdo. Infelizmente nesse momento me sinto como o beija-flor que tenta apagar o incêndio levando a água no seu bico. Me desculpa mas me atacou a gastrite.


Bibiana Zaparolli

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